9 anos depois do Coliseu, os tipos do dia verde encheram um Pavilhão Atlântico. Foi muito bom, desde a animada conversa com o senhor polícia à entrada, que me perguntava de sorriso aberto "Diga-me lá, traz drogas?" até ao último som das guitarras.
A primeira parte foi má, assim a dar para o terrível, mas animou as massas e para mim foi apenas música ambiente enquanto procurava a cadeira perfeita com a minha Mary, a companheira de concertos que ensandeceu neste (a gaja ficou de soutien, vejam lá!).
O concerto foi introduzido por um coelho cor de rosa extremamente embriagado ou a tentar dar ares disso e lá surgiu a banda, a abrir com as músicas do último álbum, 21st Century Breakdown. Pena foi que as primeiras 4 ou 5 músicas tenham sido exactamente a ordem do álbum, mas como este até conta uma história com 2 personagens, deve ter sido de propósito.
Billy Joe, esse grande maluco que é o vocalista, pediu a vários tipos daqueles malucos que estavam a suportar a pressão de ter atrás de si uma plateia enlatada, para virem cantar ao palco, para subirem e fazerem parte de uma série de encenações preparadas no momento e até houve um puto de 17 anos que foi convidado a acompanhar a banda tocando a guitarra do próprio vocalista. E o puto foi um orgulho português, que fez um brilharete no papel de guitarrista. E todos estes intervenientes, após longos e fraternais (suponho) abraços ao Billy, eram amavelmente convidados a abandonar o palco, através dessa actividade tão radical que é o stage diving!
Foi um concerto louco, que nos deixou (a mim vestida, pelo menos) moídas das pernas e dos pés. 31 anos e ainda a saltar e a cantar como se tivessemos 18. Já sentimos verdadeiramente o peso. Quando tinhamos 18 anos era bem mais fácil. O último concerto de Green Day foi quando tinhamos 23. Foi um concerto memorável, do qual retiro uma fantástica afirmação feita pelo vocalista, e que é mesmo verdade: "You are so much better than America!" Aí, Billy, é isso mesmo! :)