LIVRO VIRTUAL... onde as páginas nunca acabam









Porque é que as pessoas não se hão-de entreter com livros? Muitas vezes, são tão inteligentes como os homens, tão divertidos como eles e menos impertinentes.


Hermann Hesse

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2012/02/14
Dia dos Namorados

Há coisas que me irritam solenemente e o Dia dos Namorados é uma delas. Nunca liguei muito ao dia, nunca o vi como um dia especial. Para mim é apenas uma invenção publicitária para despertar o consumo e pouco mais.

Especiais para mim, neste contexto amoroso, são:

10 de Junho - dia em que começamos a namorar
7 de Maio - dia em que a pedi em casamento
15 de Outubro - o dia do nosso casamento

E podia aqui acrescentar, de outra forma, o dia do nascimento dos nossos filhos ou até mesmo o dia 10 de Maio que foi o dia em que nos conhecemos pessoalmente. Estes sim, são dias em que podemos devemos celebrar o NOSSO amor e não o amor que nos é impingindo pelo mundo do consumismo.

Ora, se a mim me irrita o Dia dos Namorados (escreve-se com letra maiúscula??), o que é que a minha mulher pensa sobre ele? Simples: detesta-o!

Seja como for, o dia não nos passa 100% ao lado. O mais cómico terá sido um jantar na Pizza Hut do Colombo quando ainda não éramos casados, em que o restaurante, para conseguir sentar mais gente, colocou as mesas como se estivessemos novamente na cantina da Cidade Universitária e onde a primeira coisa que nos é dada quando nos sentamos é a conta, que era da mesa do lado. Outro exemplo giro foi o dia em que eu a obriguei a chegar mais tarde a casa para ter tempo de preparar a sobremesa: umas deliciosas maçãs assadas. Vim a descobrir nessa mesma noite que ela detesta maçãs assadas ainda mais do que o Dia dos Namorados.

Enfim, boas recordações, I guess.

Seja como for, o Dia dos Namorados (ainda não sei se se escreve com letra maiúscula, mas lembrei-me entretanto que os meses do ano agora são com minúscula. Que se lixe, não vou mudar porque este acordo ortográfico é parvo) acaba por ser o dia em que recebo, ano após ano, a maior prova de amor da minha mulher.

Eu explico: todos os anos, sem falta, ofereço-lhe um ramo de flores. Normalmente eram margaridas azuis (as favoritas dela) e ultimamente têm sido gerberas bordeaux (que foram as flores do casamento e porque já raramente consigo encontrar margaridas azuis). Mais ainda, pelo menos desde o ano passado que até o nosso homem pequenino lhe oferece uma rosa.

E, ano após ano, a minha mulher fica surpreendida quando eu lhe dou as flores. Ela detesta tanto o dia que, só por amor, faz um ar de felicidade enquanto as coloca na jarra, como se não estivesse à espera, como se isto não fosse um hábito meu desde sempre. É bonito, é amor. E eu fico feliz porque ela consegue ser muito convincente. E eu faço de conta que ela está mesmo surpreendida e que não estava nada à espera. :)

Se tudo correr bem o ritual vai repetir-se dentro de minutos.


Posted at 06:30 pm by N.

tella
February 16, 2012   10:12 PM PST
 
:))
 

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